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Dicas...

 

Medicamentos que não devem ser dados aos gatos

* Acetominofen (Tylenol):
Apenas 1 comprimido já pode ser fatal para um gato adulto.
Causa anemia hemolítica, formação de metahemoglobina (não transporta oxigênio), cianose, icterícia, edema de face, Taquipnéia, necrose hepática.

* Benzocaina (Andolba)
Anestésico local em forma de spray ou pomada. Estimula o SNC, causa
tremores, convulsões e por ultimo parada respiratória.

* Hidrocarbonetos clorados (como lindane, clordane).

Presente em alguns produtos de combate às pulgas e outros parasitas. A reação pode ser imediata ou levar dias para ocorrer. Começa com uma resposta exagerada aos estimulo, tremores, progressão para tremores cada vez mais fortes até um estado convulsivo, febre.

* Hexaclorofeno (agente germicida, encontrado em xampus, desinfetantes e sabonetes, como o Phisiohex)
É rapidamente absorvido através da pele e trato intestinal.
Causa em gatos fadiga, fraqueza, incoordenação dos membros posteriores, febre, ausência de urina, paralisia flácida completa.

* Carbaril (Carbamato = usado em remédios contra pulgas como Talco Bulldog)
NUNCA, principalmente como coleira, que expõe o gato constantemente.
Causa lesão no SNC (sistema nervoso central) e morte por parada respiratória.

Outros produtos, anti-pulgas, carrapatos e sarna, proibidos para gatos:
Sabão Bulldog; Sabão Bulldog Plus; Sabão Bulldog Sarnicida; Sabonete Anti-pulgas para cães Tratto; Sabonete Parasiticida Asuntol; Sabonete Banzé; Spray Bulldog Anti-pulgas e Carrapatos; Spray Tratto; Talco Anti-pulgas Bolfo; Talco Banzé; Talco Bulldog Contra Pulgas; Talco Tratto.

* Azul de Metileno:
Usado em medicamentos para tratar infecções urinárias (deixa o xixi azul).

* Aspirina (AAS, Melhoral):
Primeiro estimula e depois causa depressão respiratória, ulceração gástrica, diminuição da agregação plaquetária, hipoplasia da medula óssea.

Atenção com medicamentos
Não é indicado que o dono medique por sua conta o seu animal havendo sempre necessidade de orientação de um veterinário. Isto é importante já que remédios considerados inofensivos para o homem podem ser fatais para o animal, até mesmo aqueles de uso pediátrico. 

Cada espécie animal tem suas próprias características de metabolismo orgânico. O que pode ser um nutriente para um, pode ser veneno para outro e vice-versa. Sabia que certas aves podem comer cicuta e não se envenenarem? É... aí, chega o homem e se alimenta delas... já era! O homem, por exemplo, precisa de vitamina C na alimentação ou fica doente. Já a maioria dos demais animais, não precisa de fonte de vitamina C, pois não perdeu a capacidade de sintetizá-la no organismo. Não dê complexos vitamínicos de uso humano para seus animaizinhos de estimação sem recomendação do médico veterinário!!! Você pode estar prejudicando sua saúde ao invés de ajudá-lo!

Abaixo algumas recomendações importantes:

- Gatos NÃO devem ser tratados com Merthiolate ou produto similar - eles se lambem e podem ter problemas de intoxicação.

- Cães e Gatos NÃO devem fazer uso de ASPIRINA e similares como MELHORAL, DORIL, BUFFORIM e todos aqueles que contenham em sua fórmula o ácido acetilsalisílico - se ingeridos podem causar hemorragia podendo inclusive levar o animal à morte. Algumas vezes são prescritos pelo veterinário quando necessário, mas o veterinário sabe qual a dosagem específica. - A intoxicação por remédios ocorre com bastante freqüência em gatos que são medicados por seus proprietários, sem que haja a orientação de um médico veterinário.

- Os gatos apresentam menor capacidade de metabolização de certos medicamentos como o ácido acetilsalisílico (aspirina), paracetamol (tylenol), benzoato de benzila (acarsan – produto tópico para sarna), fleet enema, azul de metileno (sepurim) e pyridium (anti-sépticos urinários humano), dentre outros. O uso indiscriminado destes medicamentos pode levar o animal ao óbito. Por isso, é recomendado não medicar o animal antes de consultar um especialista. Diclofenacos (de sódio e potássio = Voltaren, Cataflan e similares) podem causar lesões na mucosa estomacal e levar a sangramentos e úlceras em gatos. Cães também podem ter este problema, porém os gatos são mais susceptíveis.

- Muitos proprietários não estão habituados ou não apresentam habilidade para administrar os fármacos em seus animais. E quando se trata do gato, é comum observar uma grande discrepância no que foi prescrito e o que realmente o animal ingeriu. Os felinos são mais seletivos e sensíveis aos odores e paladares não familiares do que os cães, e alguns não aceitam a medicação misturada nos alimentos e nem nos líquidos. Sendo assim, é comum o proprietário não conseguir administrar corretamente a medicação, resultando em ingestão de subdoses dos medicamentos, que não serão eficazes para curar o animal.

Como Administrar Medicamentos por Via Oral para Gatos
- A administração dos remédios por via oral nas formas de soluções, suspensões, pós, cápsulas, comprimidos ou drágeas pode ser escolhida para os gatos de fácil manipulação, sendo um método de administração satisfatório para ser instituído na casa do proprietário. O local adequado para medicar um gato é em cima de um banco (tipo de bar) sem encosto ou em cima de uma mesa. O banco é a melhor opção, pois o gato fica preocupado em se equilibrar numa pequena superfície e resiste pouco às manobras para a administração dos medicamentos. O gato nunca deve ser colocado no colo de pessoas estranhas ou no chão, pois ele reconhece estes locais como seu território e a resistência à administração do medicamento será maior.

- As preparações líquidas são bem aceitas pelos felinos quando apresentam uma palatabilidade apropriada, ou pelo menos, quando o animal não apresenta nenhuma objeção. Os gatos não gostam de sabores adocicados e quando não apreciam o sabor do medicamento, eles salivam profusamente, como por exemplo, o uso de sulfa por via oral.

- A concentração do líquido deve ser de tal forma que permita administrar uma dosagem que não ultrapasse dois mililitros por vez. As formulações líquidas são especialmente úteis para gatos e filhotes que tenham pesos corporais inferiores a dois quilogramas.

- A forma de administração por via oral das preparações líquidas é feita colocando o medicamento dentro de uma seringa. A cabeça do animal é segura e a seringa é posicionada na maxila entre o canino e o segundo pré-molar. Pequenas quantidades de líquido devem ser impelidas a cada vez, possibilitando a ingestão pelo animal. É de suma importância manter a cabeça do gato em posição perpendicular em relação ao corpo, evitado-se a falsa via dos medicamentos. A cabeça do felino não deve estar nunca estendida para cima durante a administração das preparações líquidas. Os óleos minerais (lujol, agarol, etc) devem ser evitados nos gatos pelo grande potencial de acarretar uma pneumonia lipídica.

- A cavidade oral do gato é pequena e a escolha do tamanho do comprimido, da drágea ou da cápsula deve ser de acordo com a facilidade de engolir do gato. Quanto menor o eixo longitudinal do fármaco melhor será a sua ingestão. As cápsulas quando umedecidas pela saliva aderem na mucosa da boca, sendo recomendado lubrificá-las com manteiga ou margarina, podendo também ser empregado este método para mascarar sabores indesejáveis de comprimidos.

- A forma de administração de comprimidos por via oral é feita utilizando um aplicador de plástico, colocado numa posição caudal entre a língua e o palato, próximo da faringe (fundo da boca). Imediatamente após a colocação do comprimido, o aplicador é removido e a boca ocluída. Alguns proprietários apresentam maior experiência e agilidade e administram o comprimido rapidamente sem aplicador.

- Caso não se consiga êxito na aplicação dos medicamentos prescritos para o seu gato, solicite o apoio do seu veterinário.
NUNCA medique seu animal sem antes consultar um médico veterinário!

Norsworthy's 1993 Feline Practice